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Às seis da manhã em frente o espelho

O penteado decorou o meu cabelo
E o que é que faço?
Se corto, deixo mudo o espelho
Que fica falando baixinho
- Não se muda o que é fato

Tropeço, então, na minha barba
Que se não muda
Fala dezesseis mil palavras
E o espelho,
Inerte em minha imagem
Espera que eu mesmo
Refaça toda minha paisagem

Mas o que é que mudo
Quando no avesso dos olhos
As palavras estão contra o muro?
Se o pente decora velhos modos
É porque, talvez, o penteado
Seja, de fato, o meu eu absoluto!

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