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A Coisa Simples de Um Batestin

Nas coisas simples da vida,
Hoje me deparo com João Cabral de Melo Neto.
Ta...
Ele não é tão simples na vida
E ele, aqui, é só outro objeto.
Aqui, também, pode ser qualquer lugar
Ali, a ti, ou acolá,
Mas vamos deixar o “aqui”
Como sendo uma mesa
E João como uma edição comemorativa da Nova Fronteira.
As duas coisas estão tentando ser simples
Em minha vida
Substituindo o café de Drummond
O chá de Leminski
E aquela nuvenzinha ali de Quintana e Cia.
Devo lembrar que eu não sou um poeta assim,
Na verdade,
Não sei que parte de poeta sou em mim,
Mas, João é o que encontro na mesa
É minha simplicidade rotineira.
Não é ignorância,
Não é metideza...
Acho até que posso considerar isso uma benção,
Uma vez que, talvez, só por uma hipótese,
Se eu não tivesse nascido pobre
Teria conhecimento de rico
Uma mesa cheia de suco de laranja
Pedaços de melancia
E uma torradeira de alumínio.
Discutiria a economia
Como se todo esse arranjo fosse-me a coisa simples da vida.
Mas não,
Nasci aqui e vocês já sabem o que é.
Então,
Se vejo João como por aqui,
É que a simplicidade da minha vida é do jeito que isso é
Um livro aqui,
E versos como meu café.

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