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Crônicas da vida comum

Botei meu verso para namorar a poesia
Tímido, como o pai,
Ele mal sabia como começar
Procurou numa rima,
Tentou a velha simetria,
Mas no fim,
Ficou sem saber o que falar
Pobre versinho
Ensinei-o o que pude
Disse: “vai lá e fala baixinho
Ao pé do ouvido
Eu te amo poesia!!!”
Mas ele era mesmo tímido
Sofria de um desvio social
Fui levá-lo ao psicólogo
E esse analisou...

Disse que o problema de meu verso
Era bem comum
Auto insegurança nível mil.
A cura, só o amor mesmo
Uma pena
Que acho que o único que poderia amá-lo
Mais do que eu mesmo
Era a poesia,
Mas ela não gosta de versos tímidos.

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