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Saudade da minha poesia

Minhas poesias não são como as tuas
Já deu para perceber, né?
Elas pensam, conversam,
E trocam e-mails entre si
Por isso,
Nem todo mundo gosta delas
E por isso
Que demoram a rimar
                          [geralmente, isso ocorre só na última linha].

Ontem mesmo,
Uma delas sentou comigo
Para ver Lawrence da Arábia
(sim, elas também adoram filmes).
E enquanto as areias iam nos enfeitando os olhos
A poesia disse-me baixinho
Quase em murmúrios
- poeta, será que posso casar com cinema?
- Oras, por que quer fazer uma coisa dessa?
- Não sei bem, me identifiquei com o filme,
Se um homem pode ser o que bem quiser
Por que não eu?
Contra isso,
Então, fiquei sem argumento
E deixei ela ir
E ela me foi linda
Inda firmamento.
Agora, o tempo me pega,
Nessa curva da vida
E eu fico aqui,
Com saudade dela
Rimando essa ultima e solitária linha

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