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Soneto da Dor

O câncer alimentando-se de meu estômago
O querosene em minha garganta
As brasas que estranham minhas entranhas
Dói bem menos que o meu sonho

A pele expõe a carne ao fogo
Enquanto a unha continua encravada
A pedra que corta minha cara
Dói bem menos que a lembrança de meu corpo

A faca, a brasa, a arma
A pele, a carne, a unha
Uma só vida há sofrer...

A marca, a cara, a traça
A cerne, o enfarte, acunha
Uma só ferida, você!

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