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Vida urbana


A moça da praça
despenteia os cabelos.
Solta o vestido e canta nua
Do outro lado,
o doido encontra salvação.
Salva um bando de pulgas,
DESESPERADAMENTE
Atrofiadas no trânsito.
Aquele carro branco ali,
Meio arranhado na lateral,
Puxa o freio de mão.
Um cachorro sem lógica,
Continua latindo sem lógica.
Uns cheiros,
misturam-se as cores e ganham um som.
e nesse interlúdio de tempo,
A vida vai,
caoticamente,
Se organizando...

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