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O Segredo do Meu Poema


Outra vez,
Sonhei com um poema...
Como é costume
Tudo começa com palavras
A primeira era “vai”,
Seguida por “cuidado”,
E entre borrões e
Outras coisas que só pertencem aos sonhos,
A palavra “olhos”...
Havia também a frase
“Esses teus defeitos, sinteticamente, perfeitos...”
E por fim
Uma vírgula entre as palavras
“aquilo” e “desse lado de cá”,
O que significa esse poema?
Com certeza,
Uma mensagem criptografada,
Um signo linguístico...
Se eu tivesse o mesmo dom das baratas
(sim, aquelas incomodas baratas),
Enfiaria-me entre panos de um guarda roupa,
Ao fim da explosão nuclear...
E depois,
Sobrevivido ao trauma,
Aprenderia comigo mesmo
A nunca guarda poemas na cabeça
E a nunca desvendar teus segredos...
Essas coisas que me nascem em sonhos,
Sim, tenho medo...

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