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O Absurdo que te contempla


Hoje de manhã eu fitei o Absurdo.
Meus olhos enegrecidos pela castanheira,
Fitou o Absurdo.
A leveza de fatos que me levam
A afirmar esse icônico ato
É que o Absurdo fitou-me...
Fitou-me com olhos que não conheço,
Olhos que não sei ler.
Nessa fitação mosaica de almas estranhas,
A poesia, até então,
Calada em alguma entranha,
interrompeu:
 - Calem-se teus olhos,
O absurdo aqui sou eu!

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