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Névoas


Em meus pesadelos poéticos
há sempre essa vírgula,
intrancedente e raquítica
intercalada por reticências...
descompassadas que acreditam na malemolência
superior de sua própria espécie.
A vírgula está lá,
ao encontro de duas vogais,
que buscam  a exímia afirmação de meu ser... o Eu.
Mas não é verdade,
e sempre são obscurecidas pela interrogação.
O juiz de minha Corte.
A sentença é o despertar sem significado
a instância da certeza.
E digo que na vida,
não há nada mais angustiante do que essa sombra,
essa incompletude vazia que
paira sobre teus braços como uma névoa
cinza e fria...

Sim. Havia algo...
Havia algo...

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