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Um Barco da Lua

Um barco veio da lua,
mas, não era bem do tipo "lunar".
Havia estrelas e plumas,
mas ainda sim,
Sua vela era de pano e mar!

Seus tripulantes eram da lua,
mas, não era bem do tipo "lunares",
Tinha lá, aquelas cores cinza-escura,
Mas seus olhos brilhavam as cores do fundo dos mares...

E o barco veio até a mim,
Com um estranho tipo de encantamento,
Não era amaldiçoado, ou enfim,
mas, havia algo de estranhamento.

Do convés, um "achim!"
E, então, um misterioso silêncio...
Fumaças e nanquim
e de repente, um surgimento!
Era um Arlequim
Espirrado pelo próprio vento.
Ele veio até a mim
Com um estranho tipo de encantamento

Lançou-me ao ar,
Como se eu fosse um balão cheio de  hélio
fui inchando até o céu encontrar
No mais perfeito equilíbrio entre o feio e o belo

E fui para lá além das estrelas
bem onde tudo começa,
e tudo termina.
Cheguei atrasado para uma surpresa,
que adivinhem?
Era para a minha vinda!

Deuses cheio de estrelas
e coberto de galáxias
comemoravam a minha destreza
Um visitante de outras moradas.

E com eles, eu dancei.
a noite toda,
em uma eterna festa!
Não uma dança que eu sei,
mesmo assim,
era divertido a beça!

E quando acordei!
Olhem só...
Ainda estava na beira da praia
olhando de longe, aquela lua.

E foi o fim de um poema
Que agora já não tem mais rima...

Tolo,
Tudo não passou de um sonho
um delírio qualquer.
Não havia barcos,
Arlerquins,
Deuses ou estrelas
Apenas um céu
negro e sem rimas...

Daquele céu, havia sim uma lua
mas, apenas, isso
Uma eterna  e imóvel lua
Mais bela que qualquer sonho!
O amor da minha vida.
Ainda que a realidade veja como fantasia
Esperarei até o fim de meus dias,
Esse mesmo barco cheio de sonhos.

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